Ubuntu 21.10 - Veja as novidades do sistema da porta de entrada do mundo Linux

Ubuntu 21.10 chegou deixando de ser a porta de entrada no mundo linux
 
O Ubuntu 21.10 chegou na sua fase Beta, e será que estamos diante do fim do Ubuntu como sistema que têm sido a porta de entrada no mundo Linux já alguns anos? Nessa matéria venho abordar sobre as novidades dessa nova versão, e se de fato o Ubuntu deixou o desktop tão de lado assim, como têm sido noticiado ultimamente.

A primeira coisa que podemos ver quando entramos no sistema é esse Wallpaper customizado, tendo o animal escolhido (Impish Indri) para nome dessa versão do sistema, nas cores do padrão Ubuntu, seguido também do tema de ícones Yaro.

Ubuntu 21.10 área de trabalho nomeado de Impish Indri

A Canonical também finalmente introduziu o Gnome 40 nessa nova versão do sistema, fazendo uma customização para que a dock continue por padrão na parte lateral do sistema, como era no antigo Unity, e os demais comportamentos, seguem o padrão do Gnome 40 mesmo, como as áreas de trabalho na horizontal e o dash de aplicativos reorganizado.

E dentre os planos da Canonical para essa versão do sistema, está em estabelecer o Wayland de vez, pois ele vem novamente na cessão do sistema como padrão, assim como na versão anterior. E essa versão traz o Kernel Linux na 5.13.0-16 

Ubuntu 21.10 com Wayland e kernel linux na versão 5.13
 

Quanto ao novo instalador, que está sendo prometido já algum tempo, flutter, ainda não está pŕesente nessa versão Beta, e se ele não for incluso nos próximos dias, a tempo de entrar para essa versão final do 21.10 creio que deve ficar para a versão 22.10, pois a Canonical não deve implementar algo tão novo assim já na próxima LTS, que será a 22.04.

Existe um esforço muito maior também da Canonical de empacotar o máximo de aplicativos em formato Snap no Ubuntu, como o próprio Firefox por exemplo. Aliás, e não duvido que num futuro não muito distante tenhamos um Ubuntu totalmente em snap. O que por sua vez, causa certo receio da comunidade Linux, pois uma parte do Snap é de código fechado (a base dele), e o que poucos sabem ou se lembram, é que quando o snap foi concebido, ele veio pra ser um sistema de containers com intuito de concorrer com o docker, sendo otimizado pra ser gerenciado pelo systemd, e escrito em Go.

ubuntu vindo com cada vez mais snap

Antes a Canonical queria digamos que ser uma Apple do mundo Linux, popularizando o Ubuntu nos desktops ao máximo que podia, começando um projeto até para reescrever sua interface gráfica, o Unity, que passaria a ser gerenciada pelo Mir, que se tratava de uma opção para o Wayland. E nesse caminho, eles chegaram a desenvolver até sua versão mobile (o Ubuntu phone). Contudo, a Canonical também acabou mirando em outros projetos como a IoT, containers e diversas outras áreas, que acabaram se mostrando bem  mais lucrativas do que seus esforços no desktop e na parte mobile. Então após uma uma reestruturação financeira, que parecia inclusive preceder uma IPO (que não aconteceu até hoje) ela cortou custos, e projetos antes tidos como promissores, foram jogados na lata do lixo, fazendo com que a empresa que antes parecia querer ser uma Apple do mundo Linux, passasse a mirar em se tornar uma Red Hat. E quanto a isso, o próprio Mark Shuttleworth, disse que o Ubuntu 18.04 LTS, estava ganhando (ao invés dos costumeiros 5 anos de suporte) 10 anos de suporte, para tentar conquistar alguns clientes da Red Hat, insatisfeitos com a aquisição da IBM.

Dentre todas mudanças, o Gnome foi adotado para o lugar do Unity, para gastar menos esforços com a parte do desktop, mas a questãos dos snaps permaneceu, contudo por ter talvez "alguns segredos da empresa no código" ele se manteve fechado (pelo menos sua base), o que fez com que todas as demais distribuições Linux, passassem a olhar para a opção dos snaps de código aberto, com muito mais carinho, (no caso os flatpaks) .

O Ubuntu, têm sido a única distribuição Linux a colocar todos os ovos em uma única cesta, nesse caso, nos snaps, enquanto nem as distribuições derivadas dele têm feito isso, pelo contrário, algumas até criam scripts pra tentar bloquear a instalação dos mesmos (como foi o caso do Linux Mint). Apesar de tudo, você até consegue habilitar o snap em outras distribuições Linux, como fiz já no Manjaro e no Fedora por exemplo, mas tem algumas aplicações que não abrem quando você instala, como no meu caso, aconteceu com o Gimp e com o Audacity.

E se insistir com o snap não for o suficiente, enquanto a maior parte das distribuições Linux já estão no Gnome 40, e se preparando para migrar para a próxima versão 41, o Ubuntu atual (21.04) traz o Gnome 3.38 (o mesmo do Debian stable recém lançado na sua versão 11) e agora que o Gnome 40 vai aterrissar no sistemas, deixando-o no mínimo um passo atrás das demais distribuições Linux nesse quesito.

E quanto a essas mudanças da Canonical em relação ao Ubuntu, muitos estão dizendo que o Ubuntu não é mais a porta de entrada do mundo Linux. Que distribuições como o Zorin e o Pop OS estão substituindo o que o Ubuntu entregava para o usuário final. Será mesmo? Concorda com isso? Deixe aqui a sua opinião nos comentários.

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